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Posts Tagged ‘Exposição’

Certas idéias boas levam um tempo para virar realidade. Esta é uma delas…

A partir do dia 03 de junho de 2011 fica aberta no SESC Pinheiros a Exposição de cartazes de filmes japoneses chamada “Japão em 4 cinemas”.  A curadoria é nossa em parceria com o Juan Bajon, cineasta e apaixonado conhecedor da história das salas de cinema que estamos homenageando.

A cidade de São Paulo teve uma situação peculiar quanto ao cinema japonês do ano de 1953 a 1988: se no resto do  mundo somente depois dos anos 60 o público e a crítica tiveram acesso aos filmes japoneses, em nossa cidade, uma década antes, o bairro da Liberdade tinha 4 salas de cinema – Cine Niterói (Toei), Cine Jóia (Toho), Cine Tokio (Nikkatsu) e Cine Nippon (Shochiku) – cada uma exibindo filmes das principais produtoras/estúdios de cinema japoneses. Estes estúdios tinham estilos de filmes: épicos históricos sobre o Japão no tempo dos samurais, dramas urbanos contemporâneos, comédias e romances, filmes de monstro, animações, policiais e filmes sobre gangues…esta exposição quer resgatar a memória e história dessas salas de cinema.

Na abertura acontecerá a exibição de uma série de depoimentos com personagens que viveram a história dessas salas de cinema e partilharam conosco suas memórias afetivas.

Imperdível também toda a programação de filmes, shows, oficinas e outras atividades que acompanham a exposição.

junho e julho de 2011

SESC Pinheiros, 3o. andar

São Paulo

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Estamos trabalhando há alguns meses na curadoria do projeto que nesta semana vira realidade.

Uma exposição que homenageia a contação de histórias, a montagem no cinema e o ofício do montador.

Nosso desejo foi traçar uma trajetória da montagem como contação de histórias. Algo que nas cavernas já estava presente e que até hoje vai construindo o complexo imaginário humano, principalmente depois do advento do cinema.

Responder algumas perguntas: como era a montagem no início do cinema, no mundo e no Brasil? Quem foramos pioneiros da montagem? E no Brasil, como isso evoluiu? Quem são esse pioneiros, e aqueles que vieram depois, até os dias atuais? Como montar histórias? O que os montadores podem nos contar sobre o ofício e seus métodos? Vamos brincar de montar? Como é a moviola?…

Quem for passear pela exposição fará uma viagem que começa na história da parede da caverna e vai até aquela que o público vai montar num programa de computador durante o tempo que visitar este projeto.

Vai acontecer toda uma programação paralela de oficinas e mostras de cinema.

Uma das mostras de filmes é uma homenagem ao montador Máximo Barro. Nela ele debate os filmes que montou com presença de convidados.

Máximo Barro, 80 anos

Dia 17/04 – Máximo Barro e Alfredo Sternheim
“A ILHA”
Brasil, 1963, 113 min.
Direção: Walter Hugo Khouri.
Elenco: Eva Wilma, Luigi Picchi, Lyris Castellani, José Mauro de Vasconcelos, Mario Benvenutti.
Um milionário convida um grupo de amigos para um fim de semana numa ilha onde, dizia uma lenda, havia um tesouro. Mas uma tempestade leva o barco embora, e aquelas pessoas ficam isoladas do mundo. Logo elas começam a revelar sua verdadeira natureza.

Prêmio Saci, 1963, SP, de Melhor Ator para Francisco Negrão; Melhor Atriz Secundária para Lyris Castelani; Melhor composição para Rogério Duprat e Melhor Montagem para Máximo Barro.

Dia 21/04 – Máximo Barro e Antonio Leão
“O CORINTIANO”
Brasil, 1966, 98 min.
Direção: Milton Amaral.
Elenco: Mazzaropi, Elizabeth Marinho, Lucia Lambertini, Nicolau “Totó” Guzzardi.
O corintiano é o 19º filme de Mazzaropi, ele vive o Seu Manuel, um barbeiro fanático pelo Corinthians que faz de tudo para torcer pelo seu time de coração: entrar em conflitos com seus vizinhos palmeirenses, fazer promessas malucas, orações, sofrimentos e xingamentos na arquibancada.Insistia para que seu filho jogasse futebol no Corinthians e abandonasse o curso de medicina. Produzido em 1966, foi sucesso de bilheteria. Contém cenas de jogos reais do Corinthians, nas quais aparecessem os jogadores Rivellino e Dino Sani.

Dia 24/04 – Máximo Barro e Mauricio Rittner
“UMA MULHER PARA SÁBADO”
Brasil, 1970, 80 min.
Direção: Mauricio Rittner.
Elenco: Adriana Prieto, Flávio Porto, Miguel di Pietro.
Desafiando as convenções sociais, dois casais se isolam deliberadamente numa praia e procuram dar vazão à sua ânsia de viver. Nessa experiência incomum, todos ignoram seus nomes e se chamam por números, passando a agir sem nenhum dos freios impostos pela civilização. Os momentos vividos na praia – cheios de violência e sensualidade – aprofundam os laços entre os quatro jovens, revelando ao mesmo tempo a personalidade mais secreta de cada um. Regressando à cidade, se separam e retomam sua vida normal. A descoberta do amor, o iconformismo e a audácia agora vão se chocar contra a realidade cotidiana, e tudo sofrerá uma reviravolta.

Dia 28/04 – Máximo Barro e Luiz Felipe Miranda
“A ÁRVORE DOS SEXOS”
Brasil, 1977, 90 min.
Direção: Silvio de Abreu.
Elenco: Nadia Lippi, Felipe Carone, Ney Santanna, Sônia Mamede.
Em uma pequena localidade é descoberta uma árvore cujos frutos fazem as mulheres engravidarem milagrosamente. A notícia corre o mundo e dá liberdade às mulheres do local de terem uma vida sexual mais liberada, pois se alguém ficar grávida a “culpa” é da árvore.

SESC Vila Mariana

abril e maio de 2010

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